domingo, 4 de fevereiro de 2007

ALIMENTOS TERMOGÊNICOS


7 alimentos termogênicos que te ajudam a emagrecer

 

Eles aumentam o gasto calórico de seu organismo e aceleram os resultados


Pimenta vermelha: Esse tipo específico de pimenta é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Ela aumenta em até 20% a atividade metabólica se ingerida na quantidade de três gramas por dia, podendo ser adicionada em saladas e pratos quentes como tempero.

Chá verde (Camellia sinensis): "Assim como a pimenta, esse chá favorece a utilização da gordura corporal como fonte de energia em função do estimulo metabólico", afirma a nutricionista funcional Luciana Harfenist. Para que o efeito aconteça, a nutricionista Daniela Cyrulin aconselha cinco xícaras de chá por dia durante três meses. Mas, cuidado: quem tem insônia não deve ingerir o chá verde na parte da tarde ou noite. 

Canela: A nutricionista funcional Luciana Harfenist destaca que, além de aumentar o metabolismo basal, a canela possui alto teor de cálcio mineral, substância importante para o emagrecimento. Polvilhada por cima de frutas (aproximadamente uma colher de chá rasa), contribui com o emagrecimento e ainda torna a refeição deliciosa, como aconselha a nutricionista Daniela Cyrulin. 

Gengibre: Essa raiz pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. "O gengibre pode ser consumido de diversas formas, cru, em marinadas para temperar carnes, aves e peixes, e ainda fica ótimo em molho de tomate, sopas de legumes e chá, quando misturado com outras ervas", sugere a nutricionista funcional Luciana Harfenist. A quantidade indicada pela nutricionista Daniela Cyrulin é de duas fatias pequenas.

Chá de hibisco: Esse chá, assim como os demais termogênicos, aumenta a temperatura corporal durante a digestão e, conseqüentemente, aumenta o metabolismo. Para que o efeito seja positivo, a nutricionista Daniela Cyrulin aconselha um litro por dia, sendo que, para um litro de água, deve-se usar uma colher de sopa da flor. 

Alimentos com Ômega 3: A nutricionista funcional Luciana Harfenist explica que o ômega 3 é encontrado em peixes - como salmão e atum - e em oleaginosas. Ele aumenta o metabolismo basal, melhora a retenção de líquidos e facilita a comunicação entre as células do organismo. 

Água gelada: Sim, até mesmo a água gelada pode te ajudar a emagrecer! Ao ingeri-la, seu organismo gasta energia para elevar a temperatura até a tida como adequada pelo corpo (algo entre 36º e 37ºC). No entanto, o efeito é muito leve. Para melhores resultados, ingira oito copos de água por dia, pois essa medida pode aumentar seu gasto calórico em até 200kcal, como afirma a nutricionista Daniela Cyrulin. 

Frutas: as opções com fibras e com vitamina A são as mais indicadas, pois seguram a fome por mais tempo. São boas opções, a maçã, a laranja e a ameixa, também práticas para ter sempre na bolsa. As saladas de fruta também dão um belo lanche, mas cuidado com as coberturas como leite condensado e chantilly, por exemplo. Para dar mais sabor às frutas, você pode usar um iogurte ou uma geléia de frutas.

Para beber: durante esses lanchinhos, não se esqueça que as bebidas não podem pesar. Evite os refrigerantes e aquele café ou chá com muito açúcar. Os sucos de frutas, chás e água de coco de caixinha são opções práticas e simples para o dia a dia, onde quer que vá. "Lembre-se que o seu corpo necessita de líquidos em todas as estações do ano, inclusive no inverno, para se manter bem hidratado", recomenda a nutricionista.

Fora de casa: mas, é claro que nem sempre temos força nos braços para carregar aqueles potinhos na bolsa. Você pode encontrar alimentos saudáveis também em padarias, lanchonetes, cafeterias e, até mesmo, no cinema. "Se em um dia você consumir um pão de queijo no lanche da tarde, no outro é conveniente que escolha uma barrinha de cereais, que tem mais fibras", diz Cristiane. Assim, você varia sem comprometer a dieta.

A cilada do assado: outra dica é evitar aqueles lanches que são aparentemente saudáveis, só porque são assados, tais como massa folhada e croissants. Quando pedir um salgado em uma lanchonete prefira uma opção leve como esfiha (e sem recheios gordos), pão de batata ou pão de queijo. Tenha o cuidado para não consumir estes alimentos regularmente, para não se tornar um hábito diário. A nutricionista lembra que "estes alimentos são pobres em fibras, não contribuindo para o funcionamento do seu intestino."

Biscoitos: os biscoitos, principalmente água e sal, são aquela opção que sempre temos à mão, seja em casa ou no trabalho. Os biscoitos integrais apresentam mais fibras, e elas estão diretamente relacionadas com a maior sensação de saciedade, aumento gradativo da glicemia sanguínea e melhora do funcionamento do intestino. Os salgados na versão normal têm menos fibras, mas podem entrar no lanche de vez em quando no cardápio. Os recheados são quase uma bomba de calorias e gorduras: o consumo de apenas dois biscoitos de muitas marcas significa a ingestão de 10% da dose diária recomendada de gordura saturada, de acordo com a Proteste. E apesar de ser um alimento voltado para o público infantil, a guloseima agrada muita gente grande, por conta do sabor e da praticidade.

Barrinha de cereal: as barrinhas de cereais fornecem carboidratos complexos e fibras que ajudam na saciedade, além disso, elas possuem quantidade calórica para um pequeno lanche entre as refeições sem o risco de prejudicar a dieta, de acordo com o chefe da equipe nutricional da Dieta e Saúde, Roberta Stella. Algumas ainda são fontes de vitaminas, dependendo da composição: aquelas com castanha-do-pará, por exemplo, oferecem selênio, mineral antioxidante e que apresentam papel importante no bom funcionamento do organismo.

domingo, 7 de janeiro de 2007

A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA CARACTERIZA-SE POR UM SISTEMA INTEGRAL, ORIGINADO HÁ MILHARES DE ANOS NA CHINA.


A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade.
Como fundamento, Medicina Tradicional Chinesa a aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade.
A Medicina Tradicional Chinesa também inclui a teoria dos cinco movimentos que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água). Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e da língua em suas várias modalidades de tratamento (acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais).
Como exemplo, originária da medicina tradicional chinesa, a acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.
A Organização Mundial de Saúde recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais.
O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre outras.
A Medicina Tradicional Chinesa inclui ainda práticas corporais (lian gong, chi gong, tui-na, tai-chi-chuan); práticas mentais (meditação); orientação alimentar; e o uso de plantas medicinais (fitoterapia tradicional chinesa), relacionadas à prevenção de agravos e de doenças, a promoção e à recuperação da saúde.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria Nº 971 de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília, 04 mai. 2005, p.20-25.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Um pouco da história da Acupuntura + CID 10





      
      A acupuntura é um método terapêutico antigo, utilizado há aproximadamente 5000 anos no oriente. Foi criada na China, sendo mais tarde incorporada ao arsenal terapêutico da medicina em outros países orientais como o Japão, Coréia e Vietnã.

       Achados arqueológicos da Dinastia Shang (1.766 - 1123 AC) incluíam até agulhas de acupuntura e carapaças de tartarugas e ossos, nos quais estavam gravadas discussões sobre patologia médica.  Mas o primeiro texto médico conhecido e ainda utilizado pela Medicina Tradicional Chinesa é o Tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo (Nei Jing Su Wen), escrito na forma de diálogo entre o lendário Imperador Amarelo (Hwang-Ti) e seu ministro, Qi Bha, sobre os assuntos da medicina, segundo alguns autores durante a Dinastia Chou (1122 – 256 AC).  Outros textos clássicos surgiram posteriormente, entre eles a Discussão das Doenças Causadas pelo Frio,  O Clássico sobre o Pulso,  O Clássico das Dificuldades (Nan Ching) e o Clássico sobre Sistematização da Acupuntura e Moxa.

       A palavra acupuntura origina-se do latim, sendo que acus significa agulha e punctura significa puncionar. A acupuntura se refere, portanto, à inserção de agulhas através da  pele nos tecidos subjacentes em diferentes profundidades e em pontos estratégicos do corpo para produzir o efeito terapêutico desejado.  Mas, na verdade, acupuntura é uma tradução incompleta da palavra chinesa Jin Huo (ou Tsen Tsio) que significa metal e fogo.  Para tornar uma longa história curta:  os pontos de acupuntura distribuídos pelo corpo podem ser puncionados com agulhas ou aquecidos com o calor produzido pela queima da erva Artemisia vulgaris, (mais conhecida como moxa ou moxabustão).  Podem ainda ser estimulados por ventosas, pressão, estímulos elétricos e, mais recentemente, lasers.  Acupuntura e moxabustão fazem parte da chamada Medicina Tradicional Chinesa que inclui ainda uma fitoterapia bastante sofisticada.

       Os chineses, ao longo destes milhares de anos, descreveram cerca de 1.000 pontos de acupuntura, dos quais 365 foram classificados em catorze grupos principais.  Todos os pontos que pertencem a um dos grupos são ligados por uma linha imaginária na superfície do corpo denominada meridiano.  Os doze meridianos principais controlam o pulmão, o intestino grosso, o estômago, o baço, o coração, o intestino delgado, a bexiga, o rim, o pericárdio, o “triplo-aquecedor”, a vesícula e o fígado.   Existem também dois meridianos localizados no centro do corpo, um que passa pela frente e outro pelas costas. Todos os pontos de acupuntura ao longo destes meridianos afetam o órgão mencionado, mas não necessariamente da mesma maneira.   Para os chineses tradicionais, nosso organismo é formado de matéria e energia e é justamente a parte energética, a força vital ou Chi que circularia nestes meridianos e todas as doenças seriam conseqüentes a um distúrbio da circulação do Chi. Embora este conceito tenha norteado a prática da acupuntura ao longo destes milhares de anos é um pouco metafísico demais para ser compreendido e aceito pelo mundo científico atual. 

Evidências científicas acumulam-se acerca da eficácia da acupuntura, e a intimidade de seu mecanismo de ação está sendo pesquisada em muitos centros médicos do mundo, incluindo Escolas Médicas e Hospitais Universitários na China e no nosso próprio país. 

       No Ocidente, a acupuntura ganhou credibilidade principalmente por seu efeito no alívio da dor, seja ela de várias origens.  Esta é uma das razões para a ênfase atual da pesquisa no estudo dos mecanismos analgésicos da acupuntura.  O foco de atenção tem sido o papel dos opióides endógenos neste mecanismo.  Ao longo de sua evolução, o cérebro desenvolveu sistemas complexos de modulação (aumentar ou diminuir) da percepção da dor.  Em especial o sistema opióide (semelhante à morfina) e o sistema não opióide de analgesia (os neurotransmissores) suprimem a percepção da dor, enquanto que o sistema antiopióide (por ex., colecistoquinina) trabalha contra a analgesia opióide. Opióides são liberados durante acupuntura e a administração prévia de naloxona (droga bloqueadora que reverte os efeitos da heroína, morfina e de outras drogas semelhantes) anula o efeito da acupuntura; porém se a acupuntura for realizada previamente à administração de naloxona não há bloqueio do seu efeito.  Além disto observou-se aumento da concentração de endorfinas e também de serotonina no líquido cefaloraquidiano de doentes submetidos à acupuntura.

       Mas a acupuntura não causa apenas um efeito analgésico, ela provoca múltiplas respostas biológicas. Estudos em animais e humanos mostram que o estímulo por acupuntura pode ativar o hipotálamo e a glândula pituitária, resultando num amplo espectro de efeitos sistêmicos, aumento na taxa de secreção de neurotransmissores e neurohormônios, melhora do fluxo sanguíneo, e também a estimulação da função imunológica são alguns dos efeitos já demonstrados.

       A Organização Mundial da Saúde lista mais de 40 doenças para as quais a acupuntura é indicada.  Para os chineses tradicionais existem cerca de 300 doenças tratáveis por acupuntura, entre elas, sinusite, rinite, resfriado, faringite, amigdalite aguda, zumbido, dor no peito, palpitações, enfizema, bronquite crônica, asma brônquica, alterações menstruais, cólica menstrual, lombalgia durante a gravidez, ansiedade, depressão, insônia, mal-estar provocado pela quimioterapia, dores associadas com câncer, tendinites, fibromialgia, dores pós-cirúrgicas, síndrome complexa de dor regional, dermatites, gastrite, úlcera gástrica, úlcera duodenal, colites, diarréia, constipação, cefaléias, enxaqueca, paralisia facial, seqüelas de acidente vascular cerebral, lombalgia, ciatalgia, artrose, artrites  entre tantas outras.

       A pesquisa em acupuntura é importante não apenas para elucidar os fenômenos associados ao seu mecanismo de ação mas também pelo potencial para explorar novos caminhos na fisiologia humana ainda não examinados de maneira sistemática.

Você terá acesso aos códigos atravez do CID 10.




 

domingo, 5 de novembro de 2006

Acupuntura contribui para o sucesso da fertilização in vitro


Acupuntura contribui para o sucesso da fertilização in vitro

Estudo que acaba de ser divulgado pela Universidade de Maryland (Estados Unidos), em parceria com a VU University (Holanda) reforça os benefícios proporcionados pela acupuntura em pacientes que estão em processo de fertilização in vitro – método em que o óvulo é fertilizado em laboratório e em seguida implantado no útero.
No Brasil, a terapia de origem chinesa vem sendo empregada com sucesso há pelo menos três anos em algumas clínicas de reprodução assistida. No último encontro anual promovido pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Washington (Estados Unidos), a médica brasileira Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, apresentou um importante trabalho sobre o tema.
“Com certeza, a acupuntura tem contribuído para aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos. Em dois anos, 51% das pacientes que se submeteram à acupuntura durante o tratamento de reprodução assistida em nossa clínica engravidaram, contra 21% daquelas que não foram submetidas à terapêutica”, diz a doutora Silvana.
Segundo a médica, a acupuntura eleva o fluxo de sangue no útero, aumentando a espessura endometrial e melhorando a receptividade aos embriões. Além disso, pela liberação das endorfinas no sistema nervoso central, diminui o estresse emocional e a ansiedade – que são muito freqüentes em casais inférteis –, regulando os hormônios femininos.
Fonte: Dra. Silvana Chedid, médica ginecologista, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva e chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa (SP).

domingo, 1 de outubro de 2006

Sete alimentos que combatem a ansiedade




Frutas cítricas: Estudos comprovaram que a vitamina C, presente nas frutas cítricas, diminui a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta ao estresse e à ansiedade e responsável por transmitir a notícia de estresse para todas as partes do corpo. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumenta a sensação de bem-estar. "Vitaminas e minerais, como a vitamina C, por exemplo, são perdidas nos quadros de estresse e ansiedade, além de queda de açúcar no sangue (hipoglicemia). Por isso, existe a necessidade de suprir essas carências", ressalta a nutricionista Rosana Farah, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade

Leite, ovos e derivados magros: Eles são uma ótima fonte de um tipo de aminoácido, o triptofano, que alivia os sintomas de ansiedade. De acordo com a nutricionista Rosana Farah, uma vez no cérebro, o triptofano aumenta a produção de serotonina, o hormônio da felicidade, que é um neurotransmissor capaz de relaxar e dar sensação de bem-estar. A especialista recomenda o consumo de 2 a 3 porções por dia deste grupo de alimentos.

Carboidratos: Os carboidratos, provenientes dos cereais na sua forma simples e integrais, e das frutas mais adocicadas, também podem combater a indesejada ansiedade. "Eles elevam o nível de açúcar no sangue, dando energia, bem-estar e disposição", explica Rosana Farah. Pães, arroz, aveia, feijão, massas, batata, mel, jabuticaba, uvas, maçãs fazem parte deste grupo alimentar. A quantidade recomendada é de 6 a 9 porções diárias.

Banana: Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas comprovou que esta fruta ajuda no combate da depressão e alivia os sintomas da ansiedade. Graças ao alto teor de triptofano qua a fruta carrega, ajudando na produção de serotonina.

Carnes e peixes: Eles são a melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina, um neurotransmissor importante no processo do sono, do humor e que regula os níveis de ansiedade. Além disso, as carnes e peixes contêm outro aminoácido chamado taurina. Esta substância aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. "A recomendação diária em relação às carnes é de 1 a 2 porções, dê sempre preferência às carnes brancas e magras", recomenda a nutricionista Rosana Farah.

Chocolate: O chocolate é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e que melhora o humor, reduzindo a sensação de ansiedade. explica a especialista em nutrição clínica e gastronomia, Rosana Farah. O recomendado são 30 gramas de chocolate por dia. E de preferência ao chocolate amargo, bem menos calórico e mais rico em flavonoides.

Espinafre: O espinafre contém folato (ácido fólico), que é uma potente vitamina antidepressiva natural. Segundo a nutricionista Rosana Farah, ele combate a ansiedade, pois quando está em baixas concentrações no organismo também diminui os níveis cerebrais de serotonina. Além disso, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o cérebro consome muita energia para funcionar e isso resulta na sobra de resíduos químicos oxidantes. É neste momento que alimentos, como o espinafre, começam a trabalhar para eliminar as substâncias em excesso, "desenferrujando" o cérebro.

Varie nos temperos para deixar sua salada mais atraente e nutritiva

Ervas, molhos e condimentos dão aroma, sabor e saúde ao seu prato


Azeite: na onda das dietas ricas em gorduras do bem, o azeite faz o maior sucesso e não é por acaso: rico em vitamina E, antioxidante essencial a saúde, ele compõe o grupo das monoinsaturadas, que fazem bem para saúde do coração. "Muitas pesquisas têm relacionado ainda, o consumo regular do azeite a efeitos bactericidas, a efeitos analgésicos e a efeitos preventivos, em casos de fraturas e vários tipos de câncer (como os de cólon e mama)", explica a nutricionista Ellen Simone Paiva.

Vinagre: além de saboroso, ele tem propriedades medicinais importantes como baixo valor calórico e substâncias antioxidantes que o tornam um coadjuvante contra a hipertensão e a má digestão. Um estudo da Universidade de Michigan (EUA) sugeriu que consumir cerca de 4 colheres de chá (20 mililitros) de vinagre branco por dia reduz em 30% a resposta glicêmica do organismo,regulando os níveis de insulina no sangue.

Molho branco: embora muito saboroso, o molho branco é extremante calórico por combinar queijo e creme de leite, por isso, ou evite consumi-lo em grande quantidade ou opte por uma versão light, substituindo os produtos mais calóricos: "Troque o creme de leite por iogurte natural e o queijo por outro mais magro, como o branco", diz Roberta.

Hortelã: refrescante e leve, combina com tomate, pepino, iogurte e abobrinha. Além de seu sabor e refrescância, é um excelente remédio para os males do estômago.

Coentro: as sementes de coentro sempre foram conhecidas como especiarias de caráter curativo. Na Europa, elas são chamadas de "planta anti-diabética" na Índia são utilizadas por suas propriedades anti-inflamatórias. Nos EUA, as sementes estão sendo estudadas por sua capacidade de reduzirem o colesterol. "As sementes de coentro também funcionam como um estimulante para o estômago e o intestino, o que faz delas uma iguaria para ser consumida como aperitivo antes das refeições", explica o Chef Patrick Martin.

Manjericão: a erva fresca e aromática só deve ser adicionada ao final das preparações depois de terminado o cozimento ou em pratos frios para sofrer danos.

Açafrão: o pó de cor amarelada ou avermelhada confere cor e sabor ás saladas. Cai bem misturado ao vinagrete e em molhos em geral.

Molho de iogurte: além de ser mais saudável e nutritivo, ele dá um gosto azedinho e refrescante a sua salada. "Opte pelo iogurte light com baixo teor de gorduras. Mais que um molho com poucas calorias, ele é uma fonte de cálcio importante e pode prevenir problemas futuros com os ossos", explica Roberta Sugestão: ¼ de copo de iogurte natural; ½ lata de creme de leite light; Sal, pimenta do reino e orégano a gosto; 01 colher (café) de molho de soja. Modo de Preparo: junte os ingredientes do molho. Bata por 5 minutos. Tempere a salada. Sirva gelada. Calorias: 39 Kcal.

Páprica: é o pó que se extrai da pimenta ou do pimentão desidratado, conferindo um toque apimentado às saladas.

Salsinha: "a salsinha é rica em vitaminas A e C. Ela é ótima para aliviar dores no estômago e eliminar gases do estômago e intestino. Esta hortaliça atua nos distúrbios urinários por ser um diurético natural, que ajuda os vasos sanguíneos a eliminarem o excesso de líquido", continua o chef.


domingo, 3 de setembro de 2006

alimentos que desintoxicam seu corpo e turbinam a sua saúde



Eles ajudam a eliminar as toxinas e impurezas do organismo de forma natural


O abacaxi é diurético, facilita a digestão, especialmente de carnes, e desobstrui o fígado

Rico em fibras, o arroz integral faz o intestino funcionar melhor e favorece a eliminação de toxinas, mantendo a pele saudável.

A maçã é rica em fibras, que funcionam como esponja dentro das artérias limpando o sangue do colesterol. É recomendada nas afecções de estômago, bexiga e rins. Antiácidas, ativam o fígado e dissolvem o ácido úrico, que retém líquidos no organismo.

Além de adoçar sucos e chás, o mel pode ajudar a tratar muitas doenças, como gripe, asma, amigdalite e bronquite. Delicioso e fresco ainda auxilia problemas de circulação e dos músculos.

A melancia tem propriedade refrescante e diurética, ajudando a limpar o organismo. Uma ótima receita é preparar o suco de melancia com gengibre, outro poderoso desintoxicante.

A laranja tem ação desintoxicante e auxilia o funcionamento intestinal, principalmente quando ingerida com o bagaço.

O gengibre estimula a digestão, alivia a constipação intestinal e ativa o metabolismo. Contém quantidades pequenas de vitamina C, cálcio, potássio, ferro, fósforo e magnésio. É rico em fibras e é usado como um alimento digestivo e refrescante.

A couve carrega doses de ferros, que ajuda na formação de hemoglobina que transporta oxigênio para os tecidos.

A berinjela é muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de indigestão e prisão de ventre.

A hortelã é uma erva rica em vitaminas A,B e C, minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio), que exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, pode ser utilizada em chás, saladas e preparações em geral. Uma boa pedida é o suco de abacaxi com hortelã.

O salsão é rico em fibras, que favorecem o trânsito intestinal



1)      Banana: a fruta é um carboidrato rico no aminoácido triptofano ( cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano). Acontece que este aminoácido é uma substância precursora da serotonina. "Sem serotonina, o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade, mal humor e hiperfagia (aumento exagerado da fome)", explica Lucyanna Kalluf. A serotonina também é considerada como sendo uma substância anorexígena, diminuindo a compulsividade e a fome.

2)      Abacate: esta fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 ( niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. A niacinamida ( Vitamina B3) tem ação específica sobre o sistema nervoso central, colaborando com a manutenção de hormônios que regulam as substâncias químicas do cérebro e garante efeito relaxante. Esta vitamina tem ação conjunta com o ácido fólico, que atua como coenzima de diversos neurotransmissores do bom humor. Dica: fique atento ao valor calórico da fruta: cada 110 g contém cerca de 200 calorias.

3)Mel: o alimento é um carboidrato fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem estar melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel tem uma função importante como regenerador da microflora intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.


4)      Nozes: esta oleaginosas possui vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotrasmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Também carrega o Inositol (fosfatidilinositol), substância reconhecida como parte do complexo B, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina.

5)Tofu : é o queijo à base de soja. Com muitos nutrientes, o tofu tem o dobro de proteínas do feijão e 45% menos calorias que o queijo minas. Importante fonte de magnésio mineral que atua na regulação do metabolismo cerebral e participa da metabolização de alguns aminoácidos. "A deficiência de magnésio resulta em fadiga e deficiência de enzimas envolvidas na produção de energia", explica Lucyanna Kalluf. Meia xícara de tofu tem em média 110mg desse mineral.

6) Ômega 3: os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes de ômega 3 , um ácido graxo com efeito protetor sobre os neurônios. A relação de consumo desse ácido graxo e a felicidade, está no aumento na produção dos receptores de neurotransmissores como: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina que protegem o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres, substâncias responsáveis pelo envelhecimento celular.

7) Gérmen de trigo: é a parte mais nobre do trigo, que quando é refinado perde esta propriedade, e uma excelente fonte de todo aporte vitamínico do complexo B, atuando como calmante natural que diminui a irritabilidade e o nervosimo. Tem inositol, presente nas membranas celulares como fosfatidilinositol, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina. "Também carrega o ácido pantotênico, a vitamina B5 ou vitamina anti-estresse que atua na síntese da acetilcolina, conferindo melhor adequação dos impulsos nervosos e das funções cerebrais", aponta a nutricionista.

8)Canela: rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces. Assim, colabora para evitar o sobrepeso e o acúmulo de gorduras na região abdominal e mantém a produção de serotonina em equilíbrio.

9)Lentilha: é fonte de proteínas vegetais e cálcio, contribuindo significativamente para a regulação da flora intestinal. O equilíbrio do cálcio e magnésio no organismo atua no metabolismo cerebral e na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

10)Chá verde: afasta os riscos do estresse oxidativo, que é a deficiência de substâncias antioxidantes no organismo, trazendo como consequências doenças como a obesidade e até depressão. O chá verde é rico em polifenóis, nutrientes antioxidantes que atacam os radicais livres das células cerebrais, mantendo a sua atividade neuroprotetora, diminuindo a probabilidade de inflamação cerebral e favorecendo sensação de bem-estar.


domingo, 6 de agosto de 2006

Endometriose e Acupuntura


Endometriose e Acupuntura
A Endometriose tem sido motivo de consultas ginecológicas em consultório e vem atingindo muitas mulheres, cerca de 15% de população feminina. Percebemos que estas mulheres trazem algumas características em comum: São pessoas perfeccionistas – tudo tem que estar perfeito, sob controle e muito organizado (organizado ao seu modo, do seu jeito), auto-exigentes – cobram demais, tudo deve acontecer do seu jeito e como foi planejado, tendo dificuldade de aceitar falhas, lidar com os seus erros, alta capacidade de controle e comando – muitas vezes assumindo problemas de outras pessoas, dificuldade de lidar com as frustrações – necessidade de controlar tudo e manter o controle de tudo que pode acontecer. Por todas as características apresentadas são pessoas muito ansiosas e estressadas, fatores que tem se observado como contribuintes do desenvolvimento desta patologia assim como na sua cronicidade. Embora sejam características comuns observadas não estão presentes, necessariamente, em todas as portadoras de endometriose, existindo mulheres que apresentam traços semelhantes sem apresentar a doença.

Todo este perfil encontrado comumente nas mulheres portadoras de endometriose vai de encontro com a Medicina Tradicional Chinesa que vê a doença como um processo, onde a doença em si é apenas uma conseqüência de fatores e situações que ocasionam o seu desenvolvimento. E esta visão amplia muito nosso entendimento de que o ser humano não é segmentado e deve ser visto como um todo. Em muitos aspectos o perfil da mulher que tem mais propensão para o desenvolvimento de endometriose, são aquelas que tem como o perfil: Excesso de trabalho, perfeccionistas, querem que as coisas ocorram da forma que programaram, com dificuldades de relacionamento principalmente afetivo, sentindo muitas vezes bloqueadas, presas, estagnadas. Muitas vezes não dão conta das adversidades e ficam expostas a intempéries de tempo e situações como se nada fosse ocorrer com elas; muitas destas características, como foi relatado anteriormente, são observadas nos consultórios. A endometriose é uma doença que caracteriza-se pela presença do endométrio (tecido interno uterino que se descola do útero – menstruação, renovando-se mensalmente), em locais fora do útero. Acomete a mulher em idade reprodutiva. A sintomatologia mais comum é a dor pélvica - 40% das dores pélvicas são desta origem, associado à infertilidade - 35% das causas de infertilidade são devido a endometriose. Nem sempre a intensidade dos sintomas está relacionado ao grau de comprometimento do processo e suas causas ainda não estão totalmente elucidadas havendo teorias para entendermos melhor este processo.

Pela Medicina Tradicional Chinesa esta patologia está muito associada ao estresse emocional, dificuldade de lida com conflitos emocionais, excesso de trabalho, dificuldades na esfera da sexualidade ou gestação, são etiologias que contribuem desenvolvimento deste processo.

O tratamento da endometriose pode ser realizado através de medicação – Tratamento clínico e em casos mais severos tratamento cirúrgico, e em alguns casos os dois associados.